segunda-feira, 14 de março de 2011

Propaganda sem noção

Pode ser bom. Pode ser muito bom. Pode ser Pepsi.
Tá... Será que nenhum dos diretores presentes à reunião que aprovou esta pérola se lembrou de que Pepsi pode facilmente se tornar Pépssimo?
Toda vez que vejo/ouço essa peça infeliz escuto assim: Pode ser bom. Pode ser muito bom. Pode se pépssimo! O que prova que o anúncio é... péssimo! Mas há outra prova: logo no primeiro da série, o pode ser bom era ilustrado por uma garota muito boa, sim, mas... mascando e arrebentando um chiclete! Ou seja: uma coisa realmente péssima... ou Pépssima!

Outra pérola - e um exercício de imaginação inimaginável - é o filminho em que a Sandy, a Sandy!, é a estrela da cerveja Devassa! Insatisfeitos com a caretice de Paris Hilton, os gênios da propaganda nos enfiaram goela abaixo o "conceito" patricinha também pode ser safada. E a carinha bonitinha da Sandyzinha, coitadinha, dá uma meia - atenção: só meia! - piscada de olho e um meio - sim, 1/2! - sorriso, com isso querendo nos oferecer todo o seu "lado devassa". Por incrível que pareça, é este mesmo o textículo: "todo mundo tem um lado devassa!" Aliás, sem esse ponto de exclamação, como se fosse a declaração de uma cientista ou psicóloga, papel que cairia bem melhor na Sandy. O filme inicial tinha a sra. Lima dançando sobre uma mesa. Como nos outros não aparece mais, imagino que o sr. Lima interveio. A meia piscadela já seria suficientemente devassa para os padrões familares dos Lima - todos eles.

Cara, como a propaganda anda, se ela anda tão sem noção? Até há pouco tempo, a propaganda brasileira era considerada de primeira! Agora parece que a coisa desandou... Serão as faculdades as responsáveis?

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Lá entre elles

Um dos meus milhares de seguidores fiéis, hehehe, me enviou estas considerações, que procuro agora responder:

E aí? Bijux não vai falar nada sobre a panacéia que a imprensa televisiva está fazendo a respeito desse engodo no mundo islâmico? Todo mundo dizendo ser um movimento de liberdade, com o papel do facebook (até o Jabor veio com essa besteira), quando na verdade trata-se de uma tomada de uma força radical islâmica, altamente perigosa para a democracia?

Esta é a minha resposta:

Não sei se é por ignorância ou "meio de vida", mas azélite intelequituá insistem nessa tese - porque sai bem na foto (a esquerda adoooora se fingir de democrática, e analisar a História - do seu jeitinho escroto - no mesmo momento em que acontece: é compreensível, já que elles são "os donos da História" e decidem até mesmo quando ela começa e quando ela acaba -lembra do livro O Fim da História?).
Acontece que o andar da carruagem já mostra que elles estão longe da verdade... como vemos agora que árabes e persas enchem as ruas e praças também no Bahrein, no Irã e - qua,qua,qua! - também na Líbia, onde Kadafi, festejado pela esquerda doente como o ex-terrorista que ficou bonzinho (claro, com todo o poder, por 40 anos, num regime de terror interno, elle que praticou o mais sanguinolento terrorismo na década de 70!) E as ruas estão cheias também no Irã, por causa da evidente fraude na reeleição do Ahmadinejad e seus asseclas, no ano passado. Essa é a parte que deixa felizes os que analisam rasteiramente os fatos, como o Jabor: é sinal de busca de democracia! Qua, qua, qua - árabes, persas, muçulmanos em geral, não estão nem aí para a democracia, que nem sequer entendem direito.
Tá todo o mundo muçulmano na rua, não é por revolta contra essas ditaduras (disfarçadas, porque fazem eleições - "livres" - para eleger quem lhes satisfaça os objetivos). Estão nas ruas porque: 1 - já encheram o saco de viver mal, sem conforto e sem dinheiro (mas não porque não têm liberdade, pois este conceito não faz parte da vida de quem se submete aos ditames do Corão), e 1 - estão sendo manipulados para acreditar que, se o negócio é fazer vencer o Al Corão, detonando os infiéis (nós, deste lado do mundo), o mais certo é colocar no poder quem tem mais intimidade com as leis lá delles: os aiatolás.
A longo prazo - e talvez seja muuuuito longo - a nossa sorte - do Ocidente democrático judaico-cristão - é que elles não se entendem. Xiitas, sunitas, Hamas, Resbollah, Al Fatah (ainda existe!) e outras divisões entre elles farão com que acabem por detonarem-se uns aos outros. Oxalá!!!
Mas... por que a imprensa e o jornalismo televisivo brasileiros adotam essa postura de analisar como "busca de democracia" o que é tão somente a manipulação do povo árabe para que venha a aceitar ainda menos democracia? É que azélite intelequituá, presente no jornalismo, é, em sua maioria acachapante, "de esquerda". E a esquerda internacional se comporta como se a confusão islâmica fosse uma vertente - poderosa vertente - de sua (della, esquerda) "luta" para detonar valores e modos de vida "ocidentais" - que, no entender dos esquerdopatas, são ao mesmo tempo a causa e o resultado do sempre odiado (por elles, claro) capitalismo. Não se importam, os periculosos esquerdopatas, se o estímulo dado aos fanáticos de todo tipo, e aos terroristas, através de uma imprensa e uma mídia corrompida, mal informada (propositalmente) e parcialíssima, acaba por resultar em milhares - mais pra frente, serão milhões - de mortos. Não se importam porque colecionam cadáveres: desde os de Stalin até os de Fidel e, hoje, as vítimas do terrorismo e da beligerância interna dos islâmicos.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Só o Rio é assim

Só o Rio é assim. Não sei se lembram, mas há pouco tempo havia um anúncio sobre a cidade, creio que da Riotur, no qual se destacava a voz inconfundível de Malu Mader. Mostrava as belezas, as praias, a gente, o sorriso, o jogo de cintura, o samba no pé e declarava filosoficamente: Só o Rio é assim...

Só o Rio é assim. No dia seguinte ao incêndio na Cidade do Samba, que destruiu quase tudo do Carnaval da União da Ilha e da Portela, e acabou com a Grande Rio, sem estrelismos, sem jogar para a plateia, mas com sinceridade evidente, vimos: 1º - o povo do samba se dando as mãos, arrumando jeitinhos, desenhando tudo de novo, mais simples, e botando pra quebrar nas oficinas para assegurar o desfile de sua escola. 2º - o povo se esbaldando nas suas quadras, cantando seus sambas com alma, sorriso largo, ensaiando as coreografias, bateria afiada e harmonia ainda mais afinada. 3º - a presença e a atuação imediata do prefeito Eduardo Paes. Sem choro nem mágoa. Só no sapatinho. No molejo, na batida, na levada, no jeito de ser carioca.

Vejo falar muito do governador Sergio Cabral - vejo na Veja - com um certo ar paulista de superioridade. Pouco vejo sobre o Paes - porque ninguém quer botar azeitona na empada de ninguém, né? No entanto, tenho umas coisinhas a dizer sobre os dois - e peço que os que lêem se abstenham de conceitos mal fundamentados e mal digeridos sobre eles.

Vamos pensar no que aconteceu com o Rio nos últimos 28 anos. Em 82, elegeu-se o gaúcho Brizola, que quis mostrar serviço - e mostrou, mas praticamente apenas na Educação (que depois, no segundo mandato, esculachou). A segurança com Brizola era questão de lugar: o crime fica por lá, o cidadão fica por aqui, e todo mundo finge que não vê. Depois, como contraponto, o Moreira Franco se elegeu prometendo "botar a PM pra subir os morros". Era o que ele entendia como combate a uma criminalidade que, claro, avançou com o primeiro governo do Brizola. Mas aí deu-se a oportunidade de incrementar uma corrupção que sempre existiu nas polícias. Fora o fato de que cada vez se viram mais pessoas atingidas por balas perdidas, e as denúncias de violência policial tomavam as páginas dos jornais.

Vieram em seguida: Marcelo Alencar, o Bêbado, e o segundo governo do Brizola - aquele em que ele estava entediado, tinha perdido pra presidente, que era o que ele queria, e tinha sido obrigado a engolir o que ele chamou de "o sapo barbudo" - Lula. Acho que foi aí que veio, para cúmulo da desgraça, a sra. Benedita da Silva, creio que num mandato-tampão (eu estava fora do Rio, não acompanhei, mas me lembro da história do zepelin que ela botou pra vigiar o tráfico, hehehe).

Mas nenhuma tragédia é completa. Faltava o pior: os Garotinhos. Três mandatos dessas figuras, Antony e Rosinha - ela, reeleita - acabaram de vez com a Cidade Maravilhosa. Com o auxílo luxuoso do indefectível Cesar Maia, que governou de frente ou por trás por quase 16 anos. O Garotinho tomou posse e acabou com a "banda podre" da polícia civil - só para instalar sua própria banda, em voo solo, tendo à frente o bonitão e bandidão Álvaro Lins.

O Rio já sofreu demais, e agora se agarra à esperança de que Cabral e Paes façam milagres - até porque o Rio sabe que estes dois têm de pavimentar o seu caminho na política nacional. É, bebé, só não vê quem não qué.

Eu também me agarro. Todo apoio a Cabral e Paes. Se eles querem escrever seus nomes na história do Rio, estão com a faca e o queijo na mão.Uma enorme aceitação popular - que pode se traduzir em votos em 2014 (ou vocês acham que o PMDB vai continuar sendo assessoria do PT?). Eu posso estar errada, mas... dado o quadro desenhado, e tudo o que o Rio já passou, e as atitudes de Cabral e Paes - nunca ausentes: você pode não gostar da resposta deles, mas eles estão lá dando respostas -, dada a enorme boa vontade e alegria do povo carioca, e os recursos abundantes de samba, paisagens, praias, mulheres, comida, céu, sol e mar, eu sei que o Rio só vai crescer, só vai se dar bem. Porque só o Rio é assim: sai da lama para sambar coberto de ouro.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

TV pra quê? Pra que TV?

Tenho encontrado muitos comentários por aí - não no meu blog, porque, como vêem, praticamente ninguém achou algo relevante para dizer dos meus escritos -, comentários sobre televisão, invariavelmente negativos. Algumas pessoas mais educadas me perguntam simplesmente "por que escrever sobre tv?", e fazem aquela cara de desdém de quem jamais se ocuparia de tarefa tão... tão... tão inglória? tão inútil? tão sem graça? Não sei: os que desdenham da tv e seu papel na nossa vida social não precisam nem responder, pois basta aquele seu ar de superioridade para nos fazer sentir o peso de seu desprezo.
No entanto, essas mesmas pessoas, claro, não conseguem escapar da tv. E aí elas "esclarecem": "vejo só os jornais", ou "não vejo novelas", ou ainda "só vejo a tv por assinatura".
A verdade é que TODOS vemos tv, em um ou outro momento. E se você só vê os jornais, com certeza terá suas críticas sobre o modo como o jornalismo televisivo - em qualquer emissora - passou a ser apenas um coadjuvante do que querem ver divulgados o governo e as instituições sequestradas pelos que detêm o poder.
Se você não vê as novelas, é uma maneira muito sábia de se descomprometer, e ultimamente é mesmo uma maneira de evitar ver coisas das mais imorais e desagradáveis - como adultérios, assassinatos, prostituição etc, já que nenhum autor consegue escrever uma novela sem estes "ingredientes". Mas quando você generaliza, perde a oportunidade de ver algumas peças bem bonitas, bem feitas e artísticas, como a atual novela das seis da Globo, Araguaia, ou a minissérie Sansão e Dalila, recém apresentada pela Record.
Mas quem vê "apenas as tvs por assinatura" se acha - porque tem cacife para pagar nets, skys e afins. Estes são os mais tontos, primeiro porque estão pagando pelo que deve ser gratuito, já que acabam por ver também a tv aberta, por absoluta falta de opção nos canais pagos. Como a assinatura - e o equipamento receptor - não distingue uns de outras, e a programação dos canais pagos é também uma lástima, este cidadão que faz questão de pagar mostra ser duas vezes mais imbecil do que os que colocam aquela anteninha de 14 varas, ao precinho único de 50 reais, para ver só a tv aberta... tão ruim hoje em dia quanto qualquer outra.
Então,por que escrever sobre tv? Porque considero a tv um grande instrumento de diversão, de educação, de informação... mesmo que hoje ela esteja sendo vilipendiada, e usada para disseminar comportamentos e ideias as mais esdrúxulas.
Não me esqueço de que, durante a ditadura militar, as pessoas saíam mais cedo do trabalho só para ver o "Viva o Gordo", ou o Chico Anísio, que eram nossa válvula de escape, eram os programas - entre outros - que faziam humor de verdade, e peitavam o governo mostrando seu lado ridículo. Havia também excelentes programas de MPB - havia ainda a MPB - excelentes cantores, excelentes orquestras. E as novelas eram bem mais inocentes do que essas peças imorais de hoje. A tv teve papel importante na redemocratização do País, a tv tem papel importantíssimo na educação e na cultura, na transmissão de informação, na evolução do povo. E se neste momento - e já há algum tempo - não vem cumprindo este papel, ou, pior ainda, vem tratando de subjugar e dirigir as mentes dos telespectadores pelos piores caminhos possíveis, aí é que é hora de escrever sobre isso. De não deixar a peteca cair, não deixar que transformem a tv numa coisa nojenta, canalha, absurda, imoral. É por isso que escrevo. Enquanto ainda posso.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

E a musiquinha, hein?

Lavando louça, ouço o som vindo da sala, melhor, da tv. E imediatamente sei do que estão falando. É a musiquinha triste - cordas enlanguecidas de violoncelos dramáticos, sopros fraquinhos de flautas amargas, notas esparsas e es-can-di-das de pianos torturados. A musiquinha é parte importante, talvez a mais importante, da cobertura jornalística das desgraças ocorridas na serra fluminense, ou em Sampa e Guarulhos, e ABC, ou em Santa Catarina, no Pará...
O Brasil está sob as águas de chuvas e barragens destruídas. Petrópolis, Teresópolis e Friburgo, sob a lama de bairros inteiros desabados e levados pelas enxurradas. E o jornalismo das redes de tv, lastimavelmente, apenas nos oferecem arremedos de informação - e por isso é que têm de preencher o tempo, e fingir que estão nos dando cobertura, apresentando-nos os espetáculos de solidariedade, as histórias familiares, os salvamentos heróicos, as doações em número jamais visto antes etc. E dê-lhe musiquinha... para nos entristecer, nos deixar no clima para engolir tudo isso como um trabalho excelente das emissoras de tv.
É claro que repórteres, apresentadores, todos os envovidos, estão fazendo um trabalho digno de elogios, muito difícil e triste. Mas há alguma coisa que não bate aí...
Não sei sobre as outras cidades históricas e turísticas, mas sei de Nova Friburgo - um marco da época da Corte no Brasil e das primeiras imigrações, com a vinda de suíços, e depois dos alemães, para estas plagas. O que aconteceu em Friburgo foi muito mais do que as tvs nos mostraram. Os bairros de Conselheiro Paulino, Floresta, São Geraldo (que sumiu do mapa), Olaria, Cônego, além dos distritos de Amparo (a poucos quilômetros da vila de São José do Vale do Rio Preto, município varrido pelo rio, e que foi bem mostrado na tv), S. Pedro da Serra, Lumiar, as localidades de Boa Esperança, Stucky e outras, enfim, quase toda a serra friburguense sofreu devastação, com grande número de mortos e desaparecidos.
Mas Globo e Record ficam paradas no centro das cidades atingidas, mostrando a incrível - é incrível mesmo - solidariedade que envolve essa gente sofrida. E como não têm mais notícias (porque não foram pautados pelos seus editores, nem receberam condições nem ordens para correr atrás), só fazem, coitados, desfiar a cada dia a macabra contabilidade de mortos, desaparecidos, desabrigados...
Sim, a solidariedade que vem de todo canto para socorrer o povo da serra é mesmo incrível, em volume, em número, em afeto. Mas seu encaminhamento para as vítimas não tem coordenação, organização, supervisão, fiscalização. É apenas um bando de gente bem intencionada tentando fazer o melhor que pode. Mas nenhuma tv fala sobre esse caos,e para nos tapear, todas põem a tocar a tal musiquinha...
O que está havendo, afinal? As tvs estão sozinhas e sem condições para uma cobertura mais apurada? O governador pediu - acho que ele nem precisou pedir, já é tácito - para não detalhar muito a coisa? Precisamos saber: como vão ser ajudadas pessoas que tinham casa e comércio há várias décadas, pagando um IPTU dos mais salgados, e perderam tudo? Quando começa a construção das casas para quem morava de modo irregular, sem pagar impostos, e está nos abrigos? Serão essas pessoas ajudadas da mesma forma? Não há diferença entre quem andou na legalidade e quem morou anos e anos sem contribuir para a municipalidade? Hein?
Não queremos crucificar autoridades, culpar prefeituras ou Estado ou governo federal, nada disso. Esqueçam as culpas, que as temos quase todos nós, de alguma forma. Queremos é saber, é ficar bem informados pela tv e jornais, é sentir que não há nada sendo escondido, que providências concretas estão sendo tomadas. Não novos equipamentos de alerta sonoro sendo testados e outras coisinhas para as próximas chuvas. Não. Queremos saber o que será feito para quem está destruído e mal pago - se é que me entendem - agora! E para isso contamos com as tvs, porque são hoje os veículos mais importantes de informação e propaganda. É isso: mais informação, menos propaganda. E, por favor, parem com essa musiquinha!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Datena, o homem-coragem

Muitos gostam dele, muitos não gostam. Creio que não se trata de uma questão de gosto, mas de necessidade. E coragem. José Luiz Datena cumpre uma árdua e necessária missão: informar diariamente, na maioria das vezes ao vivo, os fatos que acontecem na Grande São Paulo. E mostrar indignação, quando nós, aqui do nosso sofá, ficamos indignados. De mostrar irritação quando ficamos irritados. De falar com a dureza com que nós gostaríamos de falar com autoridades e políticos.
Irmãos, é preciso coragem! Datena foi o único que sobrou de cerca de seis programas que acompanhavam principalmente o noticiário policial de Sampa. Me lembro que havia programas semelhantes pelo menos na Record, SBT e Rede TV. Todos os outros "vazaram". É, é dureza mesmo estar diante das câmeras todos os dias, e mostrar matérias que irão com certeza chocar o distinto público. É dureza investir em equipamentos, vôos de helicóptero, uma equipe grande de repórteres, produção, direção... o engraçado é que a Band, que para nós parece ser menos abonada (tem menos grana) do que as outras, é logo a Band que aposta - e aposta certo - na cobertura diária do cenário paulista. E não só na cobertura jornalística, mas na ancoragem ousada e corajosa, além das enquetes relâmpago que nos fazem interagir com o programa Brasil Urgente.
Tem mais: enquanto as outras redes "botaram o galho dentro", como se diz aqui no Rio de Janeiro, Datena se cerca de gente competente, como o dublê de piloto e repórter Comandante Hamilton, e seu filho cinegrafista, Juan, além dos excelentes repórteres Marcio Campos, Fabio Barreto e outros (e outras).
Uma coisa não se pode negar: Datena tem peito. Uns gostam, outros detonam o programa, mas Datena é o homem-coragem da tv brasileira. E quero ver quem desmente isso ou apresenta outro mais audacioso. E, a propósito, por que será que não há programa semelhante nas tvs cariocas? Hein? Hein? O fato de o helicóptero da Globo ter sido alvejado ao sobrevoar favelas nos dá uma pista, não é não?

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Pra que? Pra ter Notícia?

Perplexa, vejo a repórter tentar entrevistar uma senhora exatamente no momento em que seu filhinho de dois anos passa carregado em um lençol, seu corpo resgatado sem vida depois de oito dias sob a terra. Por favor! Para que isso? O que esta tão mal orientada repórter esperava ouvir dessa mãe, depois que ela passou por todo o sufoco imaginável, e, salva, vê enfim seu filho, e imagina o que a criança deve ter passado também? O que está se passando nas mentes dos jornalistas, para que em certas ocasiões sejam tão lacrimosos, para logo depois expor uma dor sem fim sem nenhum constrangimento?
Os jornais precisam preencher espaço, as tvs, tempo, e ambos necessitam de nossa atenção para prosseguir informando - e faturando. Por favor, então, tragam notícias... e não nos façam mais chorar e nos indignar com a tragédia, em si, mas tomar conhecimento dos verdadeiros fatos: onde há outros desaparecidos, depois de 8 dias? Por que algumas regiões ainda permanecem isoladas? Quais as providências urgentes que estão sendo tomadas - e que todos noticiam vagamente, milhões pra cá e pra lá, ma sem nos dar nenhuma pista de como serão gastos, e de quem vai tomar conta dos cofres?
Não queremos mais chorar por Friburgo, Petrópolis, Teresópolis, e regiões rurais vizinhas, nem nos comover com histórias que já nos levaram tantas vezes às lagrimas. Por favor, não repitam - e isso é com você, Record - tanto as mesmas reportagens apelativas.
Vou falar que nem aquela velhinha de um anúncio de supermercado, que quer preço... nós, telespectadores, queremos é... NOTÍCIAS!