Morri. Meu último pensamento enquanto estava viva foi: “Por que não tinha em casa, bem à mão, uma pistola, revólver ou mesmo uma espingarda de chumbinho? Eu teria me defendido, teria com certeza espantado os caras assim que entraram no meu jardim...”
Por que me deixei seduzir pela ladainha vigente, difundida alegremente pela tv, que assegura que desarmando “todo mundo” os bandidos que portassem armas seriam facilmente pegos? E que uma cidade, estado ou país se veria livre da violência tão logo os cidadãos de bem entregassem suas armas de defesa? Que as estatísticas seriam bem mais “amigáveis” se “todos” ganhassem uma merreca para entregar suas armas de fogo às autoridades policiais?
Cedi às pressões do bom-mocismo, do politicamente correto, da “cidadania”. Nem me lembrei de perguntar por que, nos países onde a posse de uma arma é um direito, como os EUA, os índices de criminalidade são muito mais baixos do que no Brasil? Ou por que nos países onde criminosos são detidos, julgados, condenados e presos, onde não há distorções no trato com as leis, onde a Lei é mantida, temida e aplaudida, os criminosos pensam duas vezes antes de cometer um homicídio?
Dois dos caras eram “de menor” - o que de antemão, no nosso País, lhes dá grande liberdade para cometer qualquer tipo de delito, já que não vão pagar pena alguma – a não ser ficar no ócio durante algum tempinho em uma dessas repúblicas de jovens bandidos que foram apelidadas de “fundação Casa” (só se for a da Mãe Joana, né?).
Os caras chegaram arrebentando, chutando a cachorrinha e esganando a pobre, pegando esta velha pelo pescoço, gritando “onde tá a grana”, batendo, dando socos, porrada braba, até que um deles, vendo que não havia dinheiro, tirou do cinto uma 9 mm e...
Meu último pensamento não me dá nenhuma chance de ir para o Céu. Meu último pensamento me remete diretamente ao inferno: “Por que entreguei a arma que seria minha defesa? Eu poderia ter dado um teco nesses bandidos logo que passaram do portão (que pularam, sob os latidos frenéticos da boa cachorrinha Donna). Mesmo que ainda assim eles continuassem o assalto, eu pelo menos teria a alegria de não morrer sozinha, mas levar um, dois ou os três criminosos comigo”.
Mas morri. Os dois menores, “crianças que podem ser recuperadas”, confessaram e foram para a tal “Casa”, onde terão cama, comida, roupa lavada, tv e até mesmo drogas à vontade. O outro, maior, já tinha “várias passagens” pela Polícia, já tinha sido preso, e estava solto para passar um feriado com a “família” (o bando de criminosos do qual faz parte, com certeza). Este vai pegar 30 anos, vai cumprir 5 anos – se não sair antes num feriado qualquer... para matar outra velha – e desaparecer.
bijuxinthebox
sábado, 9 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
Se piorar, internem
Acho que a formação acadêmica em Letras, e os (muuuuitos) anos de jornalista me subiram à cabeça – não no sentido formal, mas metaforicamente. É que dei pra ficar revisando até mesmo textos falados da tv. A coisa é braba. É feita de imediato, sem sentir: quando por exemplo ouço o apresentador ou repórter ou celebridade falar que traz “novidades do bastidor”, meu rapidíssimo pensamento emenda: “bastidores!” e algumas vezes ainda aproveita pra xingar: “bastidores, seu analfabeto!”.
Uma coisinha que me deixa cabreira é a mania de falar “e também”. Ora, “e” já quer dizer “também”. Fica esquisito quando a gente ouve “o casal Tom Cruise e também Kate Holmes...”, ou “ele foi indiciado por roubo e também fraude...” Não quero comprar briga com os paulistas - looonge de mim! he he he! - mas como acompanho tv há tantos anos notei que a coisa começou quando a Globo praticamente se mudou pra São Paulo, pra fazer raiva ao Brizola. Até ali, a importância da tv de São Paulo era mínima (quase só local), e quem tinha importância nacional era a Globo (com respingos de audiência para o Silvio Santos; ele, não a tv dele).
Quando parte do jornalismo da Globo foi pra lá, é claro que as redações se encheram de paulistas. Com isso, acabou por prevalecer o modo gramatical paulista. E como para eles o “a, e, i, o, u” é pronunciado “a, ê, i, ô, u” (contra tudo e contra todos, ou seja, contra o que se pronuncia no resto do país), foi-se gradualmente integrando à língua falada na tv expressões, gagues e sotaques totalmente paulistas. Nada contra, quando não se evidencia um erro crasso. Como “bastidor”, que na verdade é um equipamento composto de dois arcos, que se usa para fazer bordados, em lugar de bastidores (lugares ou fatos paralelos à cena teatral, ou de tv). O termo é usado ainda para curiosidades que o público não conhece – numa interpretação livre do significado literal e original do vocábulo.
Tem mais: a mania de começar qualquer frase com “então!”; o uso incorreto da palavra “literalmente”; a repetição irritante da expressão “com certeza”; a utilização já quase automática de coisas como “tipo assim” e “meio que”.
Bem, imaginem o meu sofrimento: fico a corrigir cada um dos textos mal falados - e também os mal escritos nos letters da telinha. Mas prometo: se a coisa piorar, eu mesma peço aos meus filhos pra me internar. Desde que não esqueçam de colocar a tv e a gramática na minha bagagem para a Casa de Repouso (manicômio).
Uma coisinha que me deixa cabreira é a mania de falar “e também”. Ora, “e” já quer dizer “também”. Fica esquisito quando a gente ouve “o casal Tom Cruise e também Kate Holmes...”, ou “ele foi indiciado por roubo e também fraude...” Não quero comprar briga com os paulistas - looonge de mim! he he he! - mas como acompanho tv há tantos anos notei que a coisa começou quando a Globo praticamente se mudou pra São Paulo, pra fazer raiva ao Brizola. Até ali, a importância da tv de São Paulo era mínima (quase só local), e quem tinha importância nacional era a Globo (com respingos de audiência para o Silvio Santos; ele, não a tv dele).
Quando parte do jornalismo da Globo foi pra lá, é claro que as redações se encheram de paulistas. Com isso, acabou por prevalecer o modo gramatical paulista. E como para eles o “a, e, i, o, u” é pronunciado “a, ê, i, ô, u” (contra tudo e contra todos, ou seja, contra o que se pronuncia no resto do país), foi-se gradualmente integrando à língua falada na tv expressões, gagues e sotaques totalmente paulistas. Nada contra, quando não se evidencia um erro crasso. Como “bastidor”, que na verdade é um equipamento composto de dois arcos, que se usa para fazer bordados, em lugar de bastidores (lugares ou fatos paralelos à cena teatral, ou de tv). O termo é usado ainda para curiosidades que o público não conhece – numa interpretação livre do significado literal e original do vocábulo.
Tem mais: a mania de começar qualquer frase com “então!”; o uso incorreto da palavra “literalmente”; a repetição irritante da expressão “com certeza”; a utilização já quase automática de coisas como “tipo assim” e “meio que”.
Bem, imaginem o meu sofrimento: fico a corrigir cada um dos textos mal falados - e também os mal escritos nos letters da telinha. Mas prometo: se a coisa piorar, eu mesma peço aos meus filhos pra me internar. Desde que não esqueçam de colocar a tv e a gramática na minha bagagem para a Casa de Repouso (manicômio).
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Chamem o Delegado Ricardo Pavão!
Pra esse a gente tem de tirar o chapéu de Panamá com fita de oncinha! Toda vez que uma novela da Globo precisa de um delegado - pra prender e arrebentar, ou pra acochambrar, ou pra ficar de preguiça enquanto o circo pega fogo - quem é que a Globo chama? Quem? O indefectível Ricardo Pavão, talvez o ator de contrato global que mais se parece com... um delegado, ora!
Agora foi ele quem prendeu - com vontade visível de arrebentar também - o canalha do Horácio Cortez, na novela das 9h. Competente, autoritário, poderoso, orgulhoso, Pavão mostra há anos, em várias ocasiões, que tem o physique du rôle pra este papel sempre importante, e que quase sempre aparece no final da novela, como a imagem daquilo que todos queremos: Justiça.
Quero dizer que conheci o Ricardo Pavão quando tinha uma banda de rock - com o João, o Marcello Gallo, e outros - e era figurinha fácil em Santa Teresa, onde se criou. Era - é - bonito, charmoso, bom cantor, e ainda estampava uma leve parecença com o John Lennon - que fazia muito sucesso com as "minas" (era assim que se chamavam na época as gatinhas, e também as cachorrinhas - que na época não se distinguia umas de outras com facilidade). Hoje, como sói acontecer, ele está melhor e ainda mais bonito, pois os homens ficam mais charmosos quando grisalhos (vide Fagundes),
enquanto as mulheres... prefiro não comentar... Vejo no facebook dele que continua na música, e o nome da banda é Oscaravéio. Um achado!
Pavão e outros bons atores que não estão entre os galãs protagonistas, mostram como a Globo se preparou, se armou, através de décadas, para ser e manter-se como a melhor produtora de novelas do mundo. É assim: eles têm sempre um Coringa - um ator preparado pra entrar em qualquer papel, em qualquer urgência. A novela está em ritmo de chove-não-molha? Chamem o Tarcisão... ou a Susana... ou qualquer outro dos tantos medalhões salvadores de audiência. A novela precisa de um delegado com cara de delegado? Chamem o Ricardo Pavão!
PS - Acho que isso está faltando à Record: armar-se, preparar-se, ir ao mesmo tempo fazendo hoje e se preparando para o amanhã. A Record tem tido certo êxito, mas faltam: atores jovens, novos para a platéia - e não apenas os que saíram da rival; mais bons maquiadores, iluminadores, diretores, produtores, mais câmeras criativos. Mas o que mais faz falta - em todas as emissoras, até mesmo a Globo, para todos os programas, sobretudo séries e novelas -, o que mais a gente, daqui do sofá, sente falta, são bons autores. Façam concursos, criem oficinas, façam o diabo, emissoras de tv, mas preencham seus quadros de redatores e autores. Não fiquem apenas nos filhos e sobrinhos dos atores e autores antigos, façam concursos - e cursos - para ter novos quadros. E criem um jeito de renovar, principalmente, seu cartel de autores. Senão a vaca vai pro brejo.
Agora foi ele quem prendeu - com vontade visível de arrebentar também - o canalha do Horácio Cortez, na novela das 9h. Competente, autoritário, poderoso, orgulhoso, Pavão mostra há anos, em várias ocasiões, que tem o physique du rôle pra este papel sempre importante, e que quase sempre aparece no final da novela, como a imagem daquilo que todos queremos: Justiça.
Quero dizer que conheci o Ricardo Pavão quando tinha uma banda de rock - com o João, o Marcello Gallo, e outros - e era figurinha fácil em Santa Teresa, onde se criou. Era - é - bonito, charmoso, bom cantor, e ainda estampava uma leve parecença com o John Lennon - que fazia muito sucesso com as "minas" (era assim que se chamavam na época as gatinhas, e também as cachorrinhas - que na época não se distinguia umas de outras com facilidade). Hoje, como sói acontecer, ele está melhor e ainda mais bonito, pois os homens ficam mais charmosos quando grisalhos (vide Fagundes),
enquanto as mulheres... prefiro não comentar... Vejo no facebook dele que continua na música, e o nome da banda é Oscaravéio. Um achado!
Pavão e outros bons atores que não estão entre os galãs protagonistas, mostram como a Globo se preparou, se armou, através de décadas, para ser e manter-se como a melhor produtora de novelas do mundo. É assim: eles têm sempre um Coringa - um ator preparado pra entrar em qualquer papel, em qualquer urgência. A novela está em ritmo de chove-não-molha? Chamem o Tarcisão... ou a Susana... ou qualquer outro dos tantos medalhões salvadores de audiência. A novela precisa de um delegado com cara de delegado? Chamem o Ricardo Pavão!
PS - Acho que isso está faltando à Record: armar-se, preparar-se, ir ao mesmo tempo fazendo hoje e se preparando para o amanhã. A Record tem tido certo êxito, mas faltam: atores jovens, novos para a platéia - e não apenas os que saíram da rival; mais bons maquiadores, iluminadores, diretores, produtores, mais câmeras criativos. Mas o que mais faz falta - em todas as emissoras, até mesmo a Globo, para todos os programas, sobretudo séries e novelas -, o que mais a gente, daqui do sofá, sente falta, são bons autores. Façam concursos, criem oficinas, façam o diabo, emissoras de tv, mas preencham seus quadros de redatores e autores. Não fiquem apenas nos filhos e sobrinhos dos atores e autores antigos, façam concursos - e cursos - para ter novos quadros. E criem um jeito de renovar, principalmente, seu cartel de autores. Senão a vaca vai pro brejo.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Propaganda sem noção
Pode ser bom. Pode ser muito bom. Pode ser Pepsi.
Tá... Será que nenhum dos diretores presentes à reunião que aprovou esta pérola se lembrou de que Pepsi pode facilmente se tornar Pépssimo?
Toda vez que vejo/ouço essa peça infeliz escuto assim: Pode ser bom. Pode ser muito bom. Pode se pépssimo! O que prova que o anúncio é... péssimo! Mas há outra prova: logo no primeiro da série, o pode ser bom era ilustrado por uma garota muito boa, sim, mas... mascando e arrebentando um chiclete! Ou seja: uma coisa realmente péssima... ou Pépssima!
Outra pérola - e um exercício de imaginação inimaginável - é o filminho em que a Sandy, a Sandy!, é a estrela da cerveja Devassa! Insatisfeitos com a caretice de Paris Hilton, os gênios da propaganda nos enfiaram goela abaixo o "conceito" patricinha também pode ser safada. E a carinha bonitinha da Sandyzinha, coitadinha, dá uma meia - atenção: só meia! - piscada de olho e um meio - sim, 1/2! - sorriso, com isso querendo nos oferecer todo o seu "lado devassa". Por incrível que pareça, é este mesmo o textículo: "todo mundo tem um lado devassa!" Aliás, sem esse ponto de exclamação, como se fosse a declaração de uma cientista ou psicóloga, papel que cairia bem melhor na Sandy. O filme inicial tinha a sra. Lima dançando sobre uma mesa. Como nos outros não aparece mais, imagino que o sr. Lima interveio. A meia piscadela já seria suficientemente devassa para os padrões familares dos Lima - todos eles.
Cara, como a propaganda anda, se ela anda tão sem noção? Até há pouco tempo, a propaganda brasileira era considerada de primeira! Agora parece que a coisa desandou... Serão as faculdades as responsáveis?
Tá... Será que nenhum dos diretores presentes à reunião que aprovou esta pérola se lembrou de que Pepsi pode facilmente se tornar Pépssimo?
Toda vez que vejo/ouço essa peça infeliz escuto assim: Pode ser bom. Pode ser muito bom. Pode se pépssimo! O que prova que o anúncio é... péssimo! Mas há outra prova: logo no primeiro da série, o pode ser bom era ilustrado por uma garota muito boa, sim, mas... mascando e arrebentando um chiclete! Ou seja: uma coisa realmente péssima... ou Pépssima!
Outra pérola - e um exercício de imaginação inimaginável - é o filminho em que a Sandy, a Sandy!, é a estrela da cerveja Devassa! Insatisfeitos com a caretice de Paris Hilton, os gênios da propaganda nos enfiaram goela abaixo o "conceito" patricinha também pode ser safada. E a carinha bonitinha da Sandyzinha, coitadinha, dá uma meia - atenção: só meia! - piscada de olho e um meio - sim, 1/2! - sorriso, com isso querendo nos oferecer todo o seu "lado devassa". Por incrível que pareça, é este mesmo o textículo: "todo mundo tem um lado devassa!" Aliás, sem esse ponto de exclamação, como se fosse a declaração de uma cientista ou psicóloga, papel que cairia bem melhor na Sandy. O filme inicial tinha a sra. Lima dançando sobre uma mesa. Como nos outros não aparece mais, imagino que o sr. Lima interveio. A meia piscadela já seria suficientemente devassa para os padrões familares dos Lima - todos eles.
Cara, como a propaganda anda, se ela anda tão sem noção? Até há pouco tempo, a propaganda brasileira era considerada de primeira! Agora parece que a coisa desandou... Serão as faculdades as responsáveis?
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Lá entre elles
Um dos meus milhares de seguidores fiéis, hehehe, me enviou estas considerações, que procuro agora responder:
E aí? Bijux não vai falar nada sobre a panacéia que a imprensa televisiva está fazendo a respeito desse engodo no mundo islâmico? Todo mundo dizendo ser um movimento de liberdade, com o papel do facebook (até o Jabor veio com essa besteira), quando na verdade trata-se de uma tomada de uma força radical islâmica, altamente perigosa para a democracia?
Esta é a minha resposta:
Não sei se é por ignorância ou "meio de vida", mas azélite intelequituá insistem nessa tese - porque sai bem na foto (a esquerda adoooora se fingir de democrática, e analisar a História - do seu jeitinho escroto - no mesmo momento em que acontece: é compreensível, já que elles são "os donos da História" e decidem até mesmo quando ela começa e quando ela acaba -lembra do livro O Fim da História?).
Acontece que o andar da carruagem já mostra que elles estão longe da verdade... como vemos agora que árabes e persas enchem as ruas e praças também no Bahrein, no Irã e - qua,qua,qua! - também na Líbia, onde Kadafi, festejado pela esquerda doente como o ex-terrorista que ficou bonzinho (claro, com todo o poder, por 40 anos, num regime de terror interno, elle que praticou o mais sanguinolento terrorismo na década de 70!) E as ruas estão cheias também no Irã, por causa da evidente fraude na reeleição do Ahmadinejad e seus asseclas, no ano passado. Essa é a parte que deixa felizes os que analisam rasteiramente os fatos, como o Jabor: é sinal de busca de democracia! Qua, qua, qua - árabes, persas, muçulmanos em geral, não estão nem aí para a democracia, que nem sequer entendem direito.
Tá todo o mundo muçulmano na rua, não é por revolta contra essas ditaduras (disfarçadas, porque fazem eleições - "livres" - para eleger quem lhes satisfaça os objetivos). Estão nas ruas porque: 1 - já encheram o saco de viver mal, sem conforto e sem dinheiro (mas não porque não têm liberdade, pois este conceito não faz parte da vida de quem se submete aos ditames do Corão), e 1 - estão sendo manipulados para acreditar que, se o negócio é fazer vencer o Al Corão, detonando os infiéis (nós, deste lado do mundo), o mais certo é colocar no poder quem tem mais intimidade com as leis lá delles: os aiatolás.
A longo prazo - e talvez seja muuuuito longo - a nossa sorte - do Ocidente democrático judaico-cristão - é que elles não se entendem. Xiitas, sunitas, Hamas, Resbollah, Al Fatah (ainda existe!) e outras divisões entre elles farão com que acabem por detonarem-se uns aos outros. Oxalá!!!
Mas... por que a imprensa e o jornalismo televisivo brasileiros adotam essa postura de analisar como "busca de democracia" o que é tão somente a manipulação do povo árabe para que venha a aceitar ainda menos democracia? É que azélite intelequituá, presente no jornalismo, é, em sua maioria acachapante, "de esquerda". E a esquerda internacional se comporta como se a confusão islâmica fosse uma vertente - poderosa vertente - de sua (della, esquerda) "luta" para detonar valores e modos de vida "ocidentais" - que, no entender dos esquerdopatas, são ao mesmo tempo a causa e o resultado do sempre odiado (por elles, claro) capitalismo. Não se importam, os periculosos esquerdopatas, se o estímulo dado aos fanáticos de todo tipo, e aos terroristas, através de uma imprensa e uma mídia corrompida, mal informada (propositalmente) e parcialíssima, acaba por resultar em milhares - mais pra frente, serão milhões - de mortos. Não se importam porque colecionam cadáveres: desde os de Stalin até os de Fidel e, hoje, as vítimas do terrorismo e da beligerância interna dos islâmicos.
E aí? Bijux não vai falar nada sobre a panacéia que a imprensa televisiva está fazendo a respeito desse engodo no mundo islâmico? Todo mundo dizendo ser um movimento de liberdade, com o papel do facebook (até o Jabor veio com essa besteira), quando na verdade trata-se de uma tomada de uma força radical islâmica, altamente perigosa para a democracia?
Esta é a minha resposta:
Não sei se é por ignorância ou "meio de vida", mas azélite intelequituá insistem nessa tese - porque sai bem na foto (a esquerda adoooora se fingir de democrática, e analisar a História - do seu jeitinho escroto - no mesmo momento em que acontece: é compreensível, já que elles são "os donos da História" e decidem até mesmo quando ela começa e quando ela acaba -lembra do livro O Fim da História?).
Acontece que o andar da carruagem já mostra que elles estão longe da verdade... como vemos agora que árabes e persas enchem as ruas e praças também no Bahrein, no Irã e - qua,qua,qua! - também na Líbia, onde Kadafi, festejado pela esquerda doente como o ex-terrorista que ficou bonzinho (claro, com todo o poder, por 40 anos, num regime de terror interno, elle que praticou o mais sanguinolento terrorismo na década de 70!) E as ruas estão cheias também no Irã, por causa da evidente fraude na reeleição do Ahmadinejad e seus asseclas, no ano passado. Essa é a parte que deixa felizes os que analisam rasteiramente os fatos, como o Jabor: é sinal de busca de democracia! Qua, qua, qua - árabes, persas, muçulmanos em geral, não estão nem aí para a democracia, que nem sequer entendem direito.
Tá todo o mundo muçulmano na rua, não é por revolta contra essas ditaduras (disfarçadas, porque fazem eleições - "livres" - para eleger quem lhes satisfaça os objetivos). Estão nas ruas porque: 1 - já encheram o saco de viver mal, sem conforto e sem dinheiro (mas não porque não têm liberdade, pois este conceito não faz parte da vida de quem se submete aos ditames do Corão), e 1 - estão sendo manipulados para acreditar que, se o negócio é fazer vencer o Al Corão, detonando os infiéis (nós, deste lado do mundo), o mais certo é colocar no poder quem tem mais intimidade com as leis lá delles: os aiatolás.
A longo prazo - e talvez seja muuuuito longo - a nossa sorte - do Ocidente democrático judaico-cristão - é que elles não se entendem. Xiitas, sunitas, Hamas, Resbollah, Al Fatah (ainda existe!) e outras divisões entre elles farão com que acabem por detonarem-se uns aos outros. Oxalá!!!
Mas... por que a imprensa e o jornalismo televisivo brasileiros adotam essa postura de analisar como "busca de democracia" o que é tão somente a manipulação do povo árabe para que venha a aceitar ainda menos democracia? É que azélite intelequituá, presente no jornalismo, é, em sua maioria acachapante, "de esquerda". E a esquerda internacional se comporta como se a confusão islâmica fosse uma vertente - poderosa vertente - de sua (della, esquerda) "luta" para detonar valores e modos de vida "ocidentais" - que, no entender dos esquerdopatas, são ao mesmo tempo a causa e o resultado do sempre odiado (por elles, claro) capitalismo. Não se importam, os periculosos esquerdopatas, se o estímulo dado aos fanáticos de todo tipo, e aos terroristas, através de uma imprensa e uma mídia corrompida, mal informada (propositalmente) e parcialíssima, acaba por resultar em milhares - mais pra frente, serão milhões - de mortos. Não se importam porque colecionam cadáveres: desde os de Stalin até os de Fidel e, hoje, as vítimas do terrorismo e da beligerância interna dos islâmicos.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Só o Rio é assim
Só o Rio é assim. Não sei se lembram, mas há pouco tempo havia um anúncio sobre a cidade, creio que da Riotur, no qual se destacava a voz inconfundível de Malu Mader. Mostrava as belezas, as praias, a gente, o sorriso, o jogo de cintura, o samba no pé e declarava filosoficamente: Só o Rio é assim...
Só o Rio é assim. No dia seguinte ao incêndio na Cidade do Samba, que destruiu quase tudo do Carnaval da União da Ilha e da Portela, e acabou com a Grande Rio, sem estrelismos, sem jogar para a plateia, mas com sinceridade evidente, vimos: 1º - o povo do samba se dando as mãos, arrumando jeitinhos, desenhando tudo de novo, mais simples, e botando pra quebrar nas oficinas para assegurar o desfile de sua escola. 2º - o povo se esbaldando nas suas quadras, cantando seus sambas com alma, sorriso largo, ensaiando as coreografias, bateria afiada e harmonia ainda mais afinada. 3º - a presença e a atuação imediata do prefeito Eduardo Paes. Sem choro nem mágoa. Só no sapatinho. No molejo, na batida, na levada, no jeito de ser carioca.
Vejo falar muito do governador Sergio Cabral - vejo na Veja - com um certo ar paulista de superioridade. Pouco vejo sobre o Paes - porque ninguém quer botar azeitona na empada de ninguém, né? No entanto, tenho umas coisinhas a dizer sobre os dois - e peço que os que lêem se abstenham de conceitos mal fundamentados e mal digeridos sobre eles.
Vamos pensar no que aconteceu com o Rio nos últimos 28 anos. Em 82, elegeu-se o gaúcho Brizola, que quis mostrar serviço - e mostrou, mas praticamente apenas na Educação (que depois, no segundo mandato, esculachou). A segurança com Brizola era questão de lugar: o crime fica por lá, o cidadão fica por aqui, e todo mundo finge que não vê. Depois, como contraponto, o Moreira Franco se elegeu prometendo "botar a PM pra subir os morros". Era o que ele entendia como combate a uma criminalidade que, claro, avançou com o primeiro governo do Brizola. Mas aí deu-se a oportunidade de incrementar uma corrupção que sempre existiu nas polícias. Fora o fato de que cada vez se viram mais pessoas atingidas por balas perdidas, e as denúncias de violência policial tomavam as páginas dos jornais.
Vieram em seguida: Marcelo Alencar, o Bêbado, e o segundo governo do Brizola - aquele em que ele estava entediado, tinha perdido pra presidente, que era o que ele queria, e tinha sido obrigado a engolir o que ele chamou de "o sapo barbudo" - Lula. Acho que foi aí que veio, para cúmulo da desgraça, a sra. Benedita da Silva, creio que num mandato-tampão (eu estava fora do Rio, não acompanhei, mas me lembro da história do zepelin que ela botou pra vigiar o tráfico, hehehe).
Mas nenhuma tragédia é completa. Faltava o pior: os Garotinhos. Três mandatos dessas figuras, Antony e Rosinha - ela, reeleita - acabaram de vez com a Cidade Maravilhosa. Com o auxílo luxuoso do indefectível Cesar Maia, que governou de frente ou por trás por quase 16 anos. O Garotinho tomou posse e acabou com a "banda podre" da polícia civil - só para instalar sua própria banda, em voo solo, tendo à frente o bonitão e bandidão Álvaro Lins.
O Rio já sofreu demais, e agora se agarra à esperança de que Cabral e Paes façam milagres - até porque o Rio sabe que estes dois têm de pavimentar o seu caminho na política nacional. É, bebé, só não vê quem não qué.
Eu também me agarro. Todo apoio a Cabral e Paes. Se eles querem escrever seus nomes na história do Rio, estão com a faca e o queijo na mão.Uma enorme aceitação popular - que pode se traduzir em votos em 2014 (ou vocês acham que o PMDB vai continuar sendo assessoria do PT?). Eu posso estar errada, mas... dado o quadro desenhado, e tudo o que o Rio já passou, e as atitudes de Cabral e Paes - nunca ausentes: você pode não gostar da resposta deles, mas eles estão lá dando respostas -, dada a enorme boa vontade e alegria do povo carioca, e os recursos abundantes de samba, paisagens, praias, mulheres, comida, céu, sol e mar, eu sei que o Rio só vai crescer, só vai se dar bem. Porque só o Rio é assim: sai da lama para sambar coberto de ouro.
Só o Rio é assim. No dia seguinte ao incêndio na Cidade do Samba, que destruiu quase tudo do Carnaval da União da Ilha e da Portela, e acabou com a Grande Rio, sem estrelismos, sem jogar para a plateia, mas com sinceridade evidente, vimos: 1º - o povo do samba se dando as mãos, arrumando jeitinhos, desenhando tudo de novo, mais simples, e botando pra quebrar nas oficinas para assegurar o desfile de sua escola. 2º - o povo se esbaldando nas suas quadras, cantando seus sambas com alma, sorriso largo, ensaiando as coreografias, bateria afiada e harmonia ainda mais afinada. 3º - a presença e a atuação imediata do prefeito Eduardo Paes. Sem choro nem mágoa. Só no sapatinho. No molejo, na batida, na levada, no jeito de ser carioca.
Vejo falar muito do governador Sergio Cabral - vejo na Veja - com um certo ar paulista de superioridade. Pouco vejo sobre o Paes - porque ninguém quer botar azeitona na empada de ninguém, né? No entanto, tenho umas coisinhas a dizer sobre os dois - e peço que os que lêem se abstenham de conceitos mal fundamentados e mal digeridos sobre eles.
Vamos pensar no que aconteceu com o Rio nos últimos 28 anos. Em 82, elegeu-se o gaúcho Brizola, que quis mostrar serviço - e mostrou, mas praticamente apenas na Educação (que depois, no segundo mandato, esculachou). A segurança com Brizola era questão de lugar: o crime fica por lá, o cidadão fica por aqui, e todo mundo finge que não vê. Depois, como contraponto, o Moreira Franco se elegeu prometendo "botar a PM pra subir os morros". Era o que ele entendia como combate a uma criminalidade que, claro, avançou com o primeiro governo do Brizola. Mas aí deu-se a oportunidade de incrementar uma corrupção que sempre existiu nas polícias. Fora o fato de que cada vez se viram mais pessoas atingidas por balas perdidas, e as denúncias de violência policial tomavam as páginas dos jornais.
Vieram em seguida: Marcelo Alencar, o Bêbado, e o segundo governo do Brizola - aquele em que ele estava entediado, tinha perdido pra presidente, que era o que ele queria, e tinha sido obrigado a engolir o que ele chamou de "o sapo barbudo" - Lula. Acho que foi aí que veio, para cúmulo da desgraça, a sra. Benedita da Silva, creio que num mandato-tampão (eu estava fora do Rio, não acompanhei, mas me lembro da história do zepelin que ela botou pra vigiar o tráfico, hehehe).
Mas nenhuma tragédia é completa. Faltava o pior: os Garotinhos. Três mandatos dessas figuras, Antony e Rosinha - ela, reeleita - acabaram de vez com a Cidade Maravilhosa. Com o auxílo luxuoso do indefectível Cesar Maia, que governou de frente ou por trás por quase 16 anos. O Garotinho tomou posse e acabou com a "banda podre" da polícia civil - só para instalar sua própria banda, em voo solo, tendo à frente o bonitão e bandidão Álvaro Lins.
O Rio já sofreu demais, e agora se agarra à esperança de que Cabral e Paes façam milagres - até porque o Rio sabe que estes dois têm de pavimentar o seu caminho na política nacional. É, bebé, só não vê quem não qué.
Eu também me agarro. Todo apoio a Cabral e Paes. Se eles querem escrever seus nomes na história do Rio, estão com a faca e o queijo na mão.Uma enorme aceitação popular - que pode se traduzir em votos em 2014 (ou vocês acham que o PMDB vai continuar sendo assessoria do PT?). Eu posso estar errada, mas... dado o quadro desenhado, e tudo o que o Rio já passou, e as atitudes de Cabral e Paes - nunca ausentes: você pode não gostar da resposta deles, mas eles estão lá dando respostas -, dada a enorme boa vontade e alegria do povo carioca, e os recursos abundantes de samba, paisagens, praias, mulheres, comida, céu, sol e mar, eu sei que o Rio só vai crescer, só vai se dar bem. Porque só o Rio é assim: sai da lama para sambar coberto de ouro.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
TV pra quê? Pra que TV?
Tenho encontrado muitos comentários por aí - não no meu blog, porque, como vêem, praticamente ninguém achou algo relevante para dizer dos meus escritos -, comentários sobre televisão, invariavelmente negativos. Algumas pessoas mais educadas me perguntam simplesmente "por que escrever sobre tv?", e fazem aquela cara de desdém de quem jamais se ocuparia de tarefa tão... tão... tão inglória? tão inútil? tão sem graça? Não sei: os que desdenham da tv e seu papel na nossa vida social não precisam nem responder, pois basta aquele seu ar de superioridade para nos fazer sentir o peso de seu desprezo.
No entanto, essas mesmas pessoas, claro, não conseguem escapar da tv. E aí elas "esclarecem": "vejo só os jornais", ou "não vejo novelas", ou ainda "só vejo a tv por assinatura".
A verdade é que TODOS vemos tv, em um ou outro momento. E se você só vê os jornais, com certeza terá suas críticas sobre o modo como o jornalismo televisivo - em qualquer emissora - passou a ser apenas um coadjuvante do que querem ver divulgados o governo e as instituições sequestradas pelos que detêm o poder.
Se você não vê as novelas, é uma maneira muito sábia de se descomprometer, e ultimamente é mesmo uma maneira de evitar ver coisas das mais imorais e desagradáveis - como adultérios, assassinatos, prostituição etc, já que nenhum autor consegue escrever uma novela sem estes "ingredientes". Mas quando você generaliza, perde a oportunidade de ver algumas peças bem bonitas, bem feitas e artísticas, como a atual novela das seis da Globo, Araguaia, ou a minissérie Sansão e Dalila, recém apresentada pela Record.
Mas quem vê "apenas as tvs por assinatura" se acha - porque tem cacife para pagar nets, skys e afins. Estes são os mais tontos, primeiro porque estão pagando pelo que deve ser gratuito, já que acabam por ver também a tv aberta, por absoluta falta de opção nos canais pagos. Como a assinatura - e o equipamento receptor - não distingue uns de outras, e a programação dos canais pagos é também uma lástima, este cidadão que faz questão de pagar mostra ser duas vezes mais imbecil do que os que colocam aquela anteninha de 14 varas, ao precinho único de 50 reais, para ver só a tv aberta... tão ruim hoje em dia quanto qualquer outra.
Então,por que escrever sobre tv? Porque considero a tv um grande instrumento de diversão, de educação, de informação... mesmo que hoje ela esteja sendo vilipendiada, e usada para disseminar comportamentos e ideias as mais esdrúxulas.
Não me esqueço de que, durante a ditadura militar, as pessoas saíam mais cedo do trabalho só para ver o "Viva o Gordo", ou o Chico Anísio, que eram nossa válvula de escape, eram os programas - entre outros - que faziam humor de verdade, e peitavam o governo mostrando seu lado ridículo. Havia também excelentes programas de MPB - havia ainda a MPB - excelentes cantores, excelentes orquestras. E as novelas eram bem mais inocentes do que essas peças imorais de hoje. A tv teve papel importante na redemocratização do País, a tv tem papel importantíssimo na educação e na cultura, na transmissão de informação, na evolução do povo. E se neste momento - e já há algum tempo - não vem cumprindo este papel, ou, pior ainda, vem tratando de subjugar e dirigir as mentes dos telespectadores pelos piores caminhos possíveis, aí é que é hora de escrever sobre isso. De não deixar a peteca cair, não deixar que transformem a tv numa coisa nojenta, canalha, absurda, imoral. É por isso que escrevo. Enquanto ainda posso.
No entanto, essas mesmas pessoas, claro, não conseguem escapar da tv. E aí elas "esclarecem": "vejo só os jornais", ou "não vejo novelas", ou ainda "só vejo a tv por assinatura".
A verdade é que TODOS vemos tv, em um ou outro momento. E se você só vê os jornais, com certeza terá suas críticas sobre o modo como o jornalismo televisivo - em qualquer emissora - passou a ser apenas um coadjuvante do que querem ver divulgados o governo e as instituições sequestradas pelos que detêm o poder.
Se você não vê as novelas, é uma maneira muito sábia de se descomprometer, e ultimamente é mesmo uma maneira de evitar ver coisas das mais imorais e desagradáveis - como adultérios, assassinatos, prostituição etc, já que nenhum autor consegue escrever uma novela sem estes "ingredientes". Mas quando você generaliza, perde a oportunidade de ver algumas peças bem bonitas, bem feitas e artísticas, como a atual novela das seis da Globo, Araguaia, ou a minissérie Sansão e Dalila, recém apresentada pela Record.
Mas quem vê "apenas as tvs por assinatura" se acha - porque tem cacife para pagar nets, skys e afins. Estes são os mais tontos, primeiro porque estão pagando pelo que deve ser gratuito, já que acabam por ver também a tv aberta, por absoluta falta de opção nos canais pagos. Como a assinatura - e o equipamento receptor - não distingue uns de outras, e a programação dos canais pagos é também uma lástima, este cidadão que faz questão de pagar mostra ser duas vezes mais imbecil do que os que colocam aquela anteninha de 14 varas, ao precinho único de 50 reais, para ver só a tv aberta... tão ruim hoje em dia quanto qualquer outra.
Então,por que escrever sobre tv? Porque considero a tv um grande instrumento de diversão, de educação, de informação... mesmo que hoje ela esteja sendo vilipendiada, e usada para disseminar comportamentos e ideias as mais esdrúxulas.
Não me esqueço de que, durante a ditadura militar, as pessoas saíam mais cedo do trabalho só para ver o "Viva o Gordo", ou o Chico Anísio, que eram nossa válvula de escape, eram os programas - entre outros - que faziam humor de verdade, e peitavam o governo mostrando seu lado ridículo. Havia também excelentes programas de MPB - havia ainda a MPB - excelentes cantores, excelentes orquestras. E as novelas eram bem mais inocentes do que essas peças imorais de hoje. A tv teve papel importante na redemocratização do País, a tv tem papel importantíssimo na educação e na cultura, na transmissão de informação, na evolução do povo. E se neste momento - e já há algum tempo - não vem cumprindo este papel, ou, pior ainda, vem tratando de subjugar e dirigir as mentes dos telespectadores pelos piores caminhos possíveis, aí é que é hora de escrever sobre isso. De não deixar a peteca cair, não deixar que transformem a tv numa coisa nojenta, canalha, absurda, imoral. É por isso que escrevo. Enquanto ainda posso.
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