sábado, 1 de janeiro de 2011

O que será que será

Em veja.com, o colunista Ricardo Setti nos apresenta didaticamente uma lista dos piores momentos do ex-presidente, taxando de "herança", esta sim," maldita" o legado de Lulla à sucessora.

Sugiro que leiam, por que só esta resumidíssima lista já dá uma idéia do que foram estes oito anos para aqueles que ainda raciocinam, amam o conhecimento e a liberdade, têm compostura e dignidade, respeitam o próximo e têm amor e preocupação com as crianças.

O que virá agora? Brigas internas pra decidir quem é mais o quê, quem leva o quê, quem lucra o quê. Greves por todo canto, principalmente dentro do funcionalismo público, aparelhado, ocupado por petistas e seus cúmplices – quando a conjuntura nacional e internacional obrigar a presidente a fechar, por pouco que seja, as torneiras dos recursos públicos. Também teremos praticamente uma canonização da mulher como se fosse um ente à parte, puro e sublime, quando se sabe que desde que o mundo é mundo a mulher é sempre o pivô de guerras, tragédias, deturpações das leis, exploração da vaidade e de praticamente todas as mazelas morais humanas – talvez não por sua própria culpa, mas isso é outra história. Também, e justamente por causa da sublimação e santificação da mulher, teremos com certeza o aborto e a aprovação das leis que os gays querem para ter ainda mais poder. Teremos mais aproximação perigosa com os ditadores de sempre. E, last but not least, o fortalecimento do anti-americanismo – fazendo da rejeição a Obama por incompetência uma prova de que o capitalismo não se sujeita às teses tão inocentes e puras e generosas e solidárias das esquerdas, e não respeita um presidente “progressista” como o queniano que eles elegeram sem saber que não é americano.
Nossa sorte, acho, ou espero, é que elles são tão abjetos, vaidosos e mercenários que vão acabar se comendo uns aos outros (comendo no sentido metafórico estritamente ligado ao vernáculo, e não àquela gíria grosseira de implicações sexuais).

Quanto à cobertura da posse da eleita, faço côro com milhões de pessoas que ainda conhecem um pouco - e respeitam - a língua portuguesa: NÃO É PRESIDENTA, É PRESIDENTE!!!

Na transmissão pela tv, apenas o SBT usou a palavra certa, pois Globo, Band e Record apressaram-se a chamar a dita cuja de presidenta, estuprando a língua portuguesa sabem por qûe? Simplesmente porque a dita cuja pediu para ser chamada assim!!! Os jornais, que têm muito mais tempo de vida e seus nomes a zelar, e cujas manifestações linguísticas permanecem escritas para a posteridade – tendo, portanto muito mais responsabilidade com a língua pátria – praticamente todos, Estadão, Folha, O Dia … contornaram o problema dizendo que ela “tomou posse na presidência”. É uma forma de não se comprometer, mas em algum momento terão de nomear cargo e pessoa, e aí veremos o que farão. Já a Veja e O Globo, sempre mais corajosos (um pouquinho só…) disseram a coisa certa: Presidente Dilma Roussef. Vamos ter de redobrar a vigilância até mesmo com o uso da nossa língua! Haja Deus!!!

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