Nos anos 70, chamava-se de freak – do inglês freak, he, he, he – os bichos grilos, hippies, ripongos, quando essas pessoas extrapolavam até mesmo a loucura normal dessas tribos. Os caras que fizeram o WikiLeaks, com sua conturbada história envolvendo homossexualismo rebelde contra o exército americano da parte do fornecedor das informações roubadas e acusação de pedofilia por parte do sujeito que colocou tudo no ar, parecem se encaixar nessa categoria.
O freak era mais pro drogado, mas podia ser também alguém simplesmente sem noção. Acho que é o caso. Um homossexual revoltado por se sentir “inadequado” - segundo suas próprias palavras – no exército, em vez de procurar terapia decidiu resvalar para o crime, por motivo torpe: vingança. Do exército americano, dos americanos como ele, dos europeus de quebra, enfim, do mundo. Seja qual for a sua motivação, cometeu crime – roubando e divulgando informações sigilosas.
O outro, o principal vilão da história, parece ter um caráter ainda pior. Viu a oportunidade de ganhar muuuuita grana com esse ilícito – ou seja, lucrar em cima do homossexual em questão (que por mais que ganhe grana não chegará a ganhar o que o “pai” da coisa está faturando), e ainda conseguir patrocínio, e mais ainda prestígio internacional, como se estivesse nos fazendo um favor. Sua má ação caiu como uma luva entre os que semeiam o mais violento anti-americanismo.
Se não fosse por estarmos diante de fatos que sem dúvida estão sendo severamente investigados por gente séria – a justiça americana e a europeia, e não a brasileira, que sequer saberia o que fazer com a coisa toda – poderíamos pensar que toda a vida de todo cidadão está em risco. Mas com certeza não será assim. O tal do Assange está preso – embora não por este crime, mas por outro de igual ou maior periculosidade e imoralidade: ato de pedofilia cometido na Suécia.
Tem gente assanhada pra dar razão a este pirata moderno, inclusive o indefectível Lulla – que apenas segue a sua cartilha de sempre. Mas quem prefere não seguir cartilha nenhuma,é bom pensar bem. Se nem governos democráticos tiverem direito a segredos de diplomacia, estaremos indefesos diante de qualquer investida de aventureiros totalitários. Aliás, por que o Assange não foi cavucar os sigilos da diplomacia de Cuba, Coréia do Norte, Irã...?
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