A vovó é do tempo em que se “passava” um telex ou um fax, do tempo em que se “abria” uma padaria (ou qualquer outro negócio), e que se dizia “é uma brasa, mora!” Por isso, não estranhem sua maneira peculiar de se expressar.
- Ver TV, que sempre foi um divertimento, com altos e baixos, claro, mas sempre entretendo o público, de repente virou uma atividade árdua, pois a pobreza da programação, e o contrabando representado pelo merchandise livre e solto, nos deixam sem opções. Parece que a rainha do merchandise é a Sonia Abramo, pois quando ela recupera a respiração, depois de falar pra chuchu, corre po balcão e... fala mais ainda, em causa própria e da Rede Tv, vendendo alguma coisa. São muuuitas inserções de balcão por programa, algumas logo depois de voltar dos comerciais. É dureza!
- Acho que isso é prioridade 1-A: as redes de TV aberta são concessões e devem ao público uma programação, seja boa ou ruim. O que não pode é a gente ligar a TV e ver que muitas das emissoras estão passando programas de vendas ou de fé. Temos direito a programas que pelo menos tenham feito alguns profissionais gastarem um pouquinho de fosfato, e a rede um pouquinho de dinheiro, para nos agradar. Mesmo que os programas sejam ruins, qualquer coisa é melhor do que as aberrações que põem na tela... e que não vemos, pois logo trocamos de canal... mas ficamos restringidos a um ou dois deles. Vou passar um e-mail pra a Band, a Rede Tv e... até a Rede Brasil, estatal, quem diria!, e que nos deixa à mercê de vendedores de bugigangas.
Esse merchandasing dentro do programa, pra mim, é irritante. O CQC é o que mais faz isso. Mas pelo menos ainda são um programa melhorzinho do que a média, embora muitas vezes eu perca a paciência com o Gentilli, doido pra tomar uma porrada de algum político ou policial, só pra ter audiência.
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