sábado, 20 de novembro de 2010

Vai passar

Vai passar... Esta é a nossa sorte. E a de termos um povo que prefere sempre a paz, a liberdade e a arte a tudo o mais. Não fosse isso, e este monstrengo apelidado de, sei lá, comissão da verdade, dentro de um pacote esdrúxulo de direitos humanos mandado editar pelo governo ora em fase terminal, poderia vingar. Mas não vai vingar, tenho fé - e comigo muios defensores ferrenhos da democracia e da liberdade de expressão. Isso é mais uma “estranha catedral” que os detentores atuais do poder estão a tentar erguer... O samba popular na Avenida detesta totalitarismos, detesta invasores e odeia quem ousa mexer no seu sagrado direito de ser um cidadão livre de um país livre e democrático.

Quem é que...
... anda escrevendo as legendas, ou seja, pilotando o GC - gerador de caracteres? A impressão que se tem - e aí entram todos os canais, todos mesmo, até da TV assinada - é que chamam quem estiver por perto, o motoboy, o zelador, sei lá, para escrever as ditas cujas. O que se vê de erros gramaticais, de acentuação ou ortografia, de concordância, e até simples crimes contra o bom senso, não está no gibi. Será que é porque os jornalistas consideram esta uma função menor, a exemplo dos que são encarregados dos obituários nos jornais impressos? Ou será que é mesmo uma função menor, no organograma das redes, a ponto de significar salário vil e de ser ocupada por quem aprendeu muito pouco da língua portuguesa?

... inventou esse negócio de o apresentador ficar dizendo obrigado ao repórter? Pior: "obrigado pelas informações" - como se o repórter não estivesse ali exatamente para isso: passar as notícias. Outra coisa desagradável - e que toma preciosos segundos dos jornais de TV - é o tal do boa noite, fulano, que obriga o fulano a responder boa noite, sicrano - e ainda incluir os telespectadores no cumprimento. Isso quando se está careca de saber que, claro, o apresentador/editor já falou om o repórter antes, a coisa toda foi pautada em equipe etc. Fica forçado, fica afetado, toma o tempo dos fatos do dia. No meu tempo, chamava-se o repórter e pronto. Ele entrava e pronto. Sem firulas, sem gracinhas.

... consegue ver a cara do Britto Júnior, n'A Fazenda, sem morrer de rir lembrando da cara do Tom Cavalcanti n'O Curral?

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